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O mundo de pernas pro ar: "A impunidade militar" Parte III - Eduardo Galeano

A FACULDADE DE IMPUNIDADES – PARTE III: “A impunidade militar” A impunidade militar é o mais intensivo dos cursos da faculdade de impunidades. O acelerado desprestígio do poder civil, em toda a América Latina, dá a medida de seus êxitos este curso está centrado na aceitação da lei do mais forte como lei natural. Caluniando a selva, a cultura urbana chama de “lei da selva” aquela que rege nossa civilizada vida.  Na vertigem da competição, na luta pelo dinheiro e pelo poder, a economia de mercado e a ordem imperial confirmam, a cada dia, a moral militar: a humilhação é o destino que merecem os fracos - os países fracos, as empresas fracas, os governos fracos, as pessoas fracas. A dívida militar, traduzida em uma asfixiante dívida externa, não é preço de desenvolvimento. As ditaduras militares, que em anos recentes nos sujaram de lodo e medo, deixaram para a democracia uma hipoteca dupla. Os governos civis aceitaram, sem chiar, essa herança maldita: o pagamento ...

As ditaduras militares

As ditaduras militares As ditaduras militares, que em anos recentes nos sujaram de lodo e medo, deixaram para a democracia uma hipoteca dupla.  Os governos civis aceitaram, sem chiar, essa herança maldita: o pagamento das dívidas e o esquecimento de seus crimes . Agora, todos trabalhamos para pagar juros e vivemos em estado de amnésia. (...)  A dívida militar, também é o preço do terror; e a impunidade nos impede de sabe-lo, porque nos proíbe de recordá-la. Nós dizemos não Página 66-67. SÍNTESE E PUBLICAÇÃO: FERNANDA E. MATTOS, AUTORA E EDITORA DESTE BLOG. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte.  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .

O mundo como um prato

O mundo como um prato A amnésia não é triste privilégio dos países pobres. Os países ricos também aprendem a ignorar. A história oficial não lhes conta, entre riqueza, que não é inocente, vem em grande medida da pobreza alheia, e dela se alimenta mais e mais. Impunemente, sem que a consciência doa ou a memória queime, a Europa pode confirmar a cada dia, que a terra não é redonda. Tinham razão os antepassados: o mundo é um prato, e depois abre-se o abismo. No fundo desse abismo, jazem a América Latina e todo o resto do terceiro mundo. Eduardo Galeano, em: Nós dizemos não p. 37 SÍNTESE E PUBLICAÇÃO: FERNANDA E. MATTOS, AUTORA E EDITORA DESTE BLOG. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte.  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .

''SOBRE OS ANSEIOS BURGUESES''

Ilustração de: @EnekoHumor SOBRE OS ANSEIOS BURGUESES Como a Revolução Francesa queria, agora somos todos livres, iguais e fraternais. E todos (ou quase todos) proprietários. Reino da cobiça. Paraíso terreno. —  Eduardo Galeano em: Nós dizemos não .  SÍNTESE E PUBLICAÇÃO: FERNANDA E. MATTOS, AUTORA E EDITORA DESTE BLOG. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte.  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .

"PRIVATIZAR TUDO"

Ilustração de Eneko - @EnekoHumor  PRIVATIZAR TUDO Nossos governos querem privatizar tudo, sim, e começam por colocar a bandeira de liquidação nos setores chave da soberania nacional: as comunicações, a energia, o transporte. Privatizar tudo, e se for possível também os hospitais, escolas e cemitérios e cárceres e zoológicos. Tudo, menos as Forças Armadas, que por acaso são as que levam parte do leão dos salários e gastos de cada orçamento público. Eduardo Galeano em: Nós dizemos não, p. 65-67  SÍNTESE E PUBLICAÇÃO: FERNANDA E. MATTOS, AUTORA E EDITORA DESTE BLOG. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte.  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .

"EU, Eduardo Galeano"

"EU, EDUARDO GALEANO" "Não sou historiador. Sou um escritor que se sente desafiado pelo enigma das coisas e pela mentira, um caçador de vozes perdidas, porque a memória merece resgate" Eduardo Galeano, em: Nós dizemos não, p.30.  SÍNTESE E PUBLICAÇÃO: FERNANDA E. MATTOS, AUTORA e editora deste blog. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte.  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .